CIRCUITO DA ROMANIZAÇÃO

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Circuito da Romanização:
Conimbriga - Alcabideque-Rabaçal - Santiago da Guarda

Inclui o Museu e as Ruínas de Conimbriga, a Mãe d'Água de Alcabideque, o Museu e Villa Romana do Rabaçal e o complexo monumental de Santiago da Guarda: Villa romana, torre medieval e Solar dos Condes de Castelo Melhor ( séc. XVI-XIX), um dos raríssimos edifícios civis de apoio aos caminhos de Santiago.

Esta visita guiada pode ser solicitada à Liga ou directamente em cada pólo, onde pode ser adquirido o bilhete único, a 5,5 €. (ver anexo).

O Sítio de Conimbriga corresponde actualmente a uma área consagrada como monumento nacional e definida por decreto em 1910. Visou a disposição legal proteger as ruínas e demais vestígios resultantes das ocupações humanas que, na Antiguidade, aqui tiveram assento.

Embora houvesse condições naturais para fixar populações em época mais recuada, datam da segunda Idade do Bronze os objectos mais antigos identificados. Do povoado contemporâneo, nada se conhece, mas mergulha certamente nesses tempos a raiz do nome CONIMBRIGA. Kön seria o radical que apelidava o lugar, descrevendo-o como "alto pedregoso".

Os invasores celtas que mais tarde se fixaram aqui, juntaram-lhe outro nome: Briga que significava povoado "num alto" ou "fortificado", o que vulgarmente se designa por castro.

A Conimbriga celtizada ocupou praticamente todo o planalto, numa organização do espaço quase urbana, de que só se conhecem alguns eixos e casas dos séculos mais tardios.

Ao apoderarem-se do oppidum, nome que davam a estas povoações fortificadas, os romanos fizeram dele, nos finais do séc. I a.C., uma verdadeira cidade, não mais nos limites apertados do trângulo planáltico, espraiada para norte e leste atingindo a baliza traçada pelo pequeno canhão fluviocársico que por esse lado corre e que uma muralha iria sublinhar.

As vicissitudes impostas pelos povos germânicos ao império romano tiveram como principal reflexo em Conimbriga, a redução, no séc. IV, do perímetro da cidade. Repunham-se os antigos limites planálticos, buscando apoio na defesa natural que as suas escarpas ofereciam.

Sobre elas, reforçaram-se as muralhas e fechou-se a entrada, a leste, com uma poderosa fortificação. Fora, tudo foi destruído ou desorganizado: as residências, os comércios, o anfiteatro, o próprio cemitério. Dentro, recompôs-se a vida, numa urbe empobrecida mas, ainda assim importante, adaptada aos novos tempos marcados pelo cristianismo e pela insegurança política e social.

Um século após os assaltos que, em 468, a fizeram cativa às mãos de suevos, pilhada, incendiada, Conimbriga era ainda sede de bispado. Porém, a escassez de água devida aos danos que os invasores tinham provocado no aqueduto e a retirada do bispo para AEMINIUM, alguns anos mais tarde, provocou o abandono que lentamente foi esvaziando a cidade de sentido. Sobreviveram as ruínas e, ao lado, surgiu como dissemos uma aldeia, Condeixa-a-Velha e a vizinha cidade de AEMINIUM mudou o seu nome para Coimbra.

 » O Museu Monográfico de Conimbriga

Actualmente dependente da Cultura, o museu esteve de início ligado à Educação.

Foi inaugurado em 1962 para assegurar a defesa e preservação do Sítio arqueológico, desenvolver a sua investigação e divulgação.

Nesse sentido, dispõe de um quadro de pessoal e instalações técnicas e de acolhimento que lhe permitem manter as ruínas e a exposição permanente das coleções abertas ao público durante todo o ano.

Famosa pela sua dimensão e enquadramento paisagístico mas, sobretudo, pelo número e qualidade dos mosaicos que conserva, Conimbriga atrai um vasto e diversificado público. O museu registou em média 60 000 a 70 000 mil alunos de escolas básicas e secundárias, entre um total de 150.000 a 200 000 visitantes nacionais e internacionais, sendo um terço de outros países, durante a última década. Hoje, assiste-se a um fenómeno de substituição do público escolar por novas vagas da classe média, traduzido por um importante crescimento de visitantes no ano em curso, sendo a quebra escolar explicada em virtude das dificuldades que se manifestam no sistema educativo para sair das escolas e articular o ensino formal com o ensino não formal proporcionado pela rede de museus, parques naturais, minumentos e outros centros de ciência e cultura. O museu dispõe de um auditório com 100 lugares, disponível para eventos culturais e encontros de trabalho, oficinas e laboratórios de restauro e conservação, com destaque para os mosaicos, onde nasceu uma parcela substancial da tecnociência nacional nesta área, espaços de exposições temporárias, loja e restaurante, que se distingue pela gastronomia clássica de Apicius e pelo menú mediterrânico das Terras de Sicó

 » Visitas Virtuais
  • Mãe de Água de Alcabideque
  • Vista do Forum
     » O território do Oppidum Conimbriga. Mãe d'Água de Alcabideque

    O espaço urbano do oppidum de Conimbriga é bem conhecido, mas que sabemos da extensão rural que ele administrava? Não há textos que o digam nem no terreno se encontraram marcos nomeando fronteiras.

    Só a observação dos acidentes geográficos, conjugados com os vestígios arqueológicos da região, incluindo os traçados de cadastros romanos - que os especialistas sabem reconhecer - permite formular algumas hipóteses.

    As imediações do Mondego na sua margem esquerda, serviam de limite setentrional. A leste, a Serra da Lousã aparece como outro limite natural.

    A oeste, a linha de costa pode imaginar-se como fronteira óbvia, embora recentemente o curso do Anços tenha sido apontado como delimitação provável; com efeito, ia por essa linha até ao Mondego, uma partição natural do terreno; a reforçar a hipótese, aduz-se a presença, em Soure, de um marco miliário seguramente relacionado com a estrada Olisïpo - Collipo - Conimbriga e que bem poderia demarcar dois territórios. Todavia, se assim fosse, as terras que daí se estendem até ao mar ficariam terras de ninguém: ainda que pouco ou nada habitadas, devido à sua natureza pantanosa. O mais provável é que integrassem o território conimbricence.

    A sul, seriam as Serras de Sicó e Alvázere a separar as cividades de Collipo (S. Sebastião do Freixo) e Sellium (Tomar) numa linha que grosseiramente passaria por entre Monte Real e Monte Redondo, Santiago de Litém e Rego da Murta.

    Deste modo, sem limites precisos, se nos apresenta hoje o território cuja sede administrativa era Conimbriga. Todavia, dele se apura o bastante para sabermos que basicamente era ocupado pelas Terras de Sicó.

    Alcabideque significa mãe-d'água. Este nome arabizado tem raiz latina - caput aquae - e guarda memória do que tornou o local tão importante em tempos romanos quanto é nos dias de hoje. De facto, situa-se aqui a maior e mais conhecida das exsurgências que drenam os calcários dolomíticos e dolomias, conhecidos pela designação geral de Camadas de Coimbra.

    Grande parte da sua importância advém-lhe de ser, pelo menos parcialmente, filtrante, de águas límpidas e brotar todo o ano, ainda que apresente variçõess sensíveis de caudal.

    Estima-se em cerca de 10 milhões de metros cúbicos o seu caudal médio anual, registando caudais instantãneos que podem ir dos 50 litros por segundo, nos períodos de estia­gem mais prolongada, até cerca de 900, após as grandes chuvadas de inverno.

    Ciosos de conforto e empenhados na saúde pública, ao transformar o povoado de Conimbriga em cidade, os romanos construíram um aqueduto com mais de 3 kms que levava diariamente 19 000 m3 de água aos balneários públicos, às casas e às fontes.

    Para a época, era um pequeno aqueduto, mas impressiona pela capacidade técnica que revela. Grande parte do seu percurso é subterrᅵneo, descendo a 7 m de profundidade na mata da Bufarda: no entanto, apresenta excelentes trechos aéreos ao aproximar-se da cidade.

    Em Alcabideque, a bacia e torre de captação ainda merecem visita, aliás, também justificada pela beleza do agro imenso, trabalhado como um jardim, que deste lugar se estende até Condeixa e Eira Pedrinha num impressionante contraste com a severidade das serras.

     » Museu e Villa Romana do Rabaçal

    Do ponto de vista geomorfológico e mesmo paisagístico, o principal motivo de interesse desta área parece ser a vasta depressão do Rabaçal. Esta forma deve-se, antes de mais, ao comportamento mais brando das formações calcomargosas do Liássico Médio e Superior em relação aos materiais calco-dolomíticos sobre os quais assentam e aos materiais calcários que se lhe sobrepõem. Com cerca de 12 km de comprimento, das proximidades do Alvorge até à entrada do canhão de Conimbriga, por uma largura que normalmente oscila entre 1 e 2,5 km, esta depressão, embora relacionada com o rio dos Mouros, parece ter, na sua origem e evolução, pouco a ver com o ribeiro sazonal que hoje percorre o seu fundo.

    O limite ocidental da depressão é bem nítido, marcado pela linha de costeira cuja cornija se talha nos calcários margosos compactos. Os limites oriental e meridional, mais recortados e confusos, correspondem à passagem para as colinas dolomíticas ou para os relevos do Castelo do Rabaçal, Gerumelo, Monte de Vez, Ateanha e cruzeiro que devem o essencial da sua morfologia às camadas calcárias que os encimam, protegendo os materiais calcomargosos subjacentes.

    Os melhores pontos para observação da Baixa do Rabaçal, autênticos miradouros naturais, situam-se em regra a ocidente, no cimo da já referida cornija, nas serras de Janeanes, de Maria Pares, do Pombalinho ou de Alvorge; mas no lado meridional e do lado oriental, há igualmente bons miradouros: Monte de Vez e os pequenos morros trapezoidais de Ateanha e do Cruzeiro.

    De qualquer dos pontos referidos, pode observar-se uma paisagem em que a agricultura se resume praticamente ao amanho da vinha, à apanha da azeitona muitas vezes em velhas e mal tratadas oliveiras e ao cultivo, cada vez mais reduzido, de cereais de sequeiro. O carácter mediterrânico da paisagem é imposto não só pela célebre trilogia agrícola do pão, do vinho e do azeite já apontada por Orlando Ribeiro, como também pelos socalcos para suporte das oliveiras (peais), pelos muros de divisão da propriedade e pela aridez geral que se sente na paisagem.

    As chuvadas fortes e concentradas, o desaparecimento do coberto vegetal das vertentes calcomargosas, normalmente recobertas por cascalheiras móveis e as condições de declive e de exposição favorecem a instalação e o desenvolvimento rápido de ravinas, por vezes autênticos barrancos, que podem ser observadas nas vertentes nuas o que, em regra, não é visível de nenhum dos miradouros naturais atrás referidos é o leito do pequeno ribeiro que drena toda a depressão, de tal forma parece ser reduzida a sua importância. Este curso de água vai mudando de nome à medida que, encaminhando-se para o Mondego de que é tributário, muda de condição: primeiro é o ribeiro do Caráglio Seco, o pequeno curso temporário; mais à frente, junto a Conimbriga. já é o rio de Mouros que ganha, na exsurgência da Arrifana, o carácter de curso de água permanente; finalmente, passa a ser a Vala da Ega ou de Alfarelos quando, já próximo da confluência com o Mondego, divaga na planície aluvial que foi criando.

    Na povoação do Rabaçal, é preciso fazer-se uma pausa mais demorada. Cingida à "estrada de Coimbra" que já no séc. XIII servia com a sua albergaria de Santa Maria Madalena, dessa estrada lhe veio a importância, chegando a ser sede de concelho durante três séculos e desse facto guarda lembrança a " Casa da Câmara" construída nos inícios do séc. XIX e cuja fachada rústica ostenta um bonito escudo, representando os reinos de Portugal e Brasil.

    Diz-se que, no séc. XVIII, à imagem da Senhora da Piedade, muito milagrosa, acudia gente de romaria todo o ano. Actualmente, o grande motivo de atração é a villa romana situada no lugar de Moroiços, a pouco mais de um quilómetro da estrada romana que passava em Tamazinhos, hoje povoação quase desfeita.

    A área descoberta revela uma construção rica, decorada de mármores lavrados e excelentes mosaicos figurativos. É um bom exemplo da arquitectura doméstica erudita, encomendada, no séc. IV, pelos proprietários abastados e cultos que buscavam refúgio no campo.

    Na povoação, existe um museu de sítio onde se podem ver alguns objectos recolhidos e adquirir mais informação, com um auditóro /sala de exposições temporárias (70 pessoas), sala de leitura, reserva e oficina. Destaque para os belíssimos mármores e as vitrinas que mostram a presença de elementos de vidro nos mosaicos, símbolo da sua riqueza e ainda para a presença do marco miliário de Tamazinhos.

    Subindo a encosta até ao miradouro da Chanca descobre-se uma belíssima paisagem de onde é perfeitamente visível a rara planta octogonal da sua construção.
  • http://www.cm-penela.pt/museu/index.php
  • Visita Virtual
     » Villa Romana de Santiago da Guarda e o seu Complexo Monumental

    "Há poucos anos, deu-se a atenção devida a uma pedra inscrita que se achava, à vista de todos, inserta na torre do Palácio dos Castelo - Melhor, em Santiago da Guarda. Nela se diz que (o lugar) se encontrava sujeito ao pagamento de impostos ao município vizinho. Assim parecia resolvida a questão da fronteira entre Conimbriga e Sellium; porém, estando a pedra fora de contexto arqueológico, não constitui prova irrefutável e, em termos geográficos, o lugar não parece o mais adequado a uma fronteira. Mas o início do trabalho arqueológico no recinto do Palácio e o projecto para a sua recuperação, musealização e transformação num centro histórico-ambiental, conduziria à descoberta de uma nova villa romana, com as suas estruturas e mosaicos em notável estado de conservação. O eixo de romanização, que de Conimbriga segue até Coimbra (Aeminium) e deriva para Soure, ficava agora articulado entre Conimbriga-Alcabideque- Rabaçal e Santiago da Guarda.

    Conhecido localmente por Castelo de Santiago da Guarda.

    Edificação atribuída ao período quinhentista, onde sobressai a torre quadrangular. Adossado a esta existem diversas edificações, que se desenvolvem em torno dum pátio central rectangular, cujo acesso se fazia por um portal junto à torre e no qual se via a data de 1544 e o brasão esquartelado dos Vasconcelos Ribeiros e Sousas do Prado, Condes de Castelo Melhor. Provavelmente a torre é anterior às restantes construções.

    Monumento Nacional desde 1978, actualmente está integrado num projecto entre a Câmara Municipal de Ansião (Proprietária do imóvel) e a Liga de Amigos de Conimbriga para se implementar um dos centros de interpretação do Circuito da Romanização e também do Parque Ecológico de Algarinho / Gramatinha / Ariques. As fundações deste Paço Senhorial assentam em vestígios duma Villa romana do Baixo Império, da qual surgiram até ao momento estruturas e pavimentos musivos de grande qualidade. (Rodrigo Manuel Marques Pereira) Arqueólogo) "

    Estamos igualmente em presença de um dos raros edifícios civis de apoio aos caminhos de Santiago.

    Em suma, o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, único no panorama nacional, ibérico e mesmo Europeu, pretende assumir não apenas o papel de centro de interpretação do património histórico-arquitectónico- arqueológico, mas também de Centro de Interpretação da Paisagem de Sicó e Centro difusor das grandes Rotas regionais do Centro de Portugal.

  • Complexo Monumental de Santiago da Guarda
     » ANEXO - Ingressos e Horários

    Museu Monográfico de Conimbriga:

    Inverno (Outubro a Maio)

    - Museu - Terça a Domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 *

    - Ruínas - Todos os dias, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00

    Verão (Junho a Setembro)

    Museu - Terça a Domingo, das 09h00 às 20h00 *

    Ruínas - Todos os dias das 9h00 às 20h00

    * Encerra às 2ªs feiras

    Gratuito para grupos de professores e estudantes em visita de estudo, e aos domingos de manhã para todos os públicos.

    Taxa de Ingresso: 3 €(bilhete normal)

    Idosos: 1,50 €

    Cartão Jovem: 1,20 €

     

    Museu do Rabaçal: Janeiro a Dezembro, 3ª a 6ª feira, 14h às 18h

    Sábado e Domingo. 11h às 13h e 14h às 18h

    Gratuito para jovens até aos 14 anos, alunos, professores e investigadores em visita de estudo.

    Taxa de Ingresso: 1,50 € (bilhete normal)

    Idosos: 1,25 €

    Cartão Jovem: 1 €/P

    Villa Romana: O mesmo horário do Museu, com partida da sua sede. Acompanhamento de pessoal especializado.

    Complexo Monumental de Santiago da Guarda Terça a Domingo, das 19 h às 13 h e das 14 h e 30 m às 18 h e 30m. Bilhete normal: 2 € Acompanhamento de pessoal especializado.

    Nota: Podem ser organizadas visitas fora dos horários habituais aos sitios referidos, através de contacto prévio com a LAC.

    Nota final:

    O bilhete único permite uma economia substancial:

    Bilhete único Normal: 5,5 Euros
    Bilhete Único com Descontos ( jovens, séniores e outros): 2,5 Euros.

    É possível contratar visitas guiadas para todo o percurso, igualmente com a LAC. Recomendamos aos visitantes que venham de véspera e pernoitem na região, começando pela manhã o Circuito, de forma a desfrutar de todos os sítios indicados e da sua paisagem envolvente, que muda conforme as 4 estações e os seus ciclos de trabalho.
    Outros oito Circuitos estão igualmente disponíveis neste Site e o seu Roteiro pode ser adquirido nos balcões das três estações arqueológicas ou solicitado à LAC, via CTT, ao preço de 10€.

    Contactos:
    Liga de Amigos de Conimbriga_ Tel 00 351 239 944764 Fax 00 351 239 945202 e_mail: conimbriga@iol.pt
    Museu Monográfico de Conimbriga_ Tel 00351 239 949119 Fax 00 351 239 941474 e_mail: visitas@conimbriga.pt
    Museu do Rabaçal_ Tel 00351 239 561856 Fax_ 00351 239 561857
    Câmara Municipal de Ansião_ Tel 00351 236 670200 Fax 00351 236 677481 e_mail: geral@cm-ansiao.pt
    ADILCAN tel 00351 236 670160 Fax 00351 236 670167 e_mail: adilcan@sapo.pt

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