» ROTA DO PATRIMÓNIO NATURAL E CULTURAL DO ALTO E BAIXO MONDEGO

Percurso recomendado: Gouveia-Rio Torto-Cativelos-Vila Nova de Tázem-Lagarinhos-Moimenta da Serra-Vinhó-Nespereira-Arcozelo da Serra- Ribamondego-Vila Franca da Serra- Vila Ruiva- Mesquitela-Villa Cortês- Nabais-Melo-S. Paio- Gouveia 

Saindo de Gouveia em direcção a Seia pela N 17, encontramos Rio Torto, povoação que remonta ao séc. XIII, e possui o Dólmen ou Pedra D' Orca, mesmo à beira da estrada,  e uma Sepultura Isolada - Tapada / Rascão (460 mt.) 

Seguindo por EM chegamos a Cativelos Está situada perto da margem esquerda do rio Mondego. D. Afonso III deu-lhe foral em 1513. pertenceu á Ordem de S. Bento de Aviz. Ali se conserva a  Ponte e estrada romana de Celas Alminhas-Dobreira 

Ainda por EM, rumamos a Vila Nova de Tazém.O seu povoamento é anterior ao séc. XII, e da história da toponímia a designação de Vila Nova de Lobelhais remete-nos para a existência do lobo. Antigos testemunhos  dão conta da existência nas  imediações de fortificações castrejas e edificações de tipo dolménico, como a crónica de 1885 do abade de Miragaia,  testemunha na época da evidência de vestígios de uma povoação antiga e de sepulturas abertas na rocha. As guerras peninsulares deixaram aqui marcas profundas: Em 1810, quando nela estacionou o exército anglo-luso, esperando o exército francês, Em 1811, os Franceses do exército de Massena, quando retiravam de Torres Vedras, pela ponte da Murcela, atravessaram e assolaram esta freguesia e roubaram todas as pratas da igreja matriz, incluindo três lâmpadas, cruzes processionais, turíbulos, vasos, etc. Em 1826, durante as guerras liberais, aqui montou bivaque o batalhão académico e as milícias de Coimbra, forças que faziam parte da divisão do general Claudino.A igreja matriz e um templo dos fins do séc. XIX. de uma só nave. À direita e atrás da igreja, junto de dois carvalhos, um dos quais de grande porte, levanta-se a ermida de S. Miguel e Nª. Sª. da Saúde (restaurada em 1936), com alpendre. Em frente  um padrão dos Centenários (1940). Aqui nasceu o Dr. Jerónimo de Figueiredo,  autor da Flora Farmacêutica (séc. XVIII -.XIX).

No sítio chamado Pêro Moleiro conserva-se um penedo enorme que, impulsionado sem grande esforço, oscila sem tombar. É de forma cónica", com mais de quinze metros de circunferência máxima e três de altura, de base aproximadamente esférica, a face superior plana, mas ligeiramente inclinada para o norte", com um volume de cinquenta metros cúbicos Oscila para todos os quadrantes. Numerosas sepulturas escavadas na rocha marcam a paisagem: Sepultura Isolada - moita do Cume ( 405 mt ). Sepultura Isolada - Fonte de S. João ( 420 mt ). Conjunto 2/3 Sepulturas - Carvoeiro ( 410 mt ). Conjunto 2/3 Sepulturas - Parigueira ( 440 mt ). Conjunto 2/3 Sepulturas - Ribeiro de Almeida ( 460 mt ). Conjunto 2/3 Sepulturas - Safail ( 460 mt ). Conjunto 2/3 Sepulturas - Freixial ( 470 mt ) 

Regresso por Lagarinhos à EN 17, onde de novo surge uma Sepultura Isolada - Vinha Grande ( 450 mt.) e a Pedra de Alma e se vira para a encosta da Serra em direcção a  Moimenta da Serra, antigo  priorado do padroado real. Durante a retirada das tropas francesas da invasão de 1810, as forças do Marechal Ney incendiaram as casas principais da povoação, como ainda testemunha o Solar da Morgada de Moimenta. As tropas de Wellington, que as perseguiam, utilizaram a igreja como depósito de víveres. Aqui nasceu Bento de Moura Portugal.

Vinhó. O povoamento deste território é anterior à Nacionalidade e diminutivo medieval, de "vinha". D. Francisco de Sousa, descendente directo do Dr. Gil do Sem (séc. XIV-XV), no regresso da Ìndia, fundou o convento de clarissas na sua quinta de Vinho, em 1573. Neste convento acabaram os seus dias as freiras dos extintos conventos franciscanos de Almeida e de Nª. Sª. do Couto, de Nabainhos. A actual igreja paroquial é a que foi do extinto mosteiro: Tem altar-mor e três laterais, e dois do lado da Epístola, além de uma capela deste mesmo lado, dedicada ao Menina Jesus da Tia Baptista, obra dos fins do séc. (XVIII), dedicada a  uma religiosa que nutria uma  particular devoção para com o Menino Jesus e a quem recorriam nas grandes aflições, os povos da região. O tecto da igreja é apainelado; com quarenta e cinco quadros de madeira pintados a óleo no corpo do templo, e dezoito na capela-mor, encaixilhados em boa talha dourada antiga, tal como os altares. No vão da tribuna do altar-mor, do lado do Evangelho, se vê-se interiormente, metida na parede, uma caixa de pedra com as ossadas dos fundadores, encimada por um brasão de armas, um escudo esquartelado, tendo no primeiro e quarto espaços um leão e, no segundo e terceiro, as quinas. O mesmo brasão se vê sobre a porta da igreja, no portão de entrada para o terreiro e sobre a porta do convento. Na frente da dita caixa ossária, se Iê em ortografia antiga a inscrição seguinte: "ESTA SEPVLTURA HE DE I FRANCISCO DE SOUSA E DE I SUA MULHER D. ANTONIA I DE TEYVE FUNDADORES I DESTA SANTA CASA. ELLE I F ALLECEO A 2 DE MAYO I DE 1578. E ELLA A I 17 DABRIL DE 1597". (A transcrição é cópia directa do Abade de Miragaia). Além destes templos, há a considerar a ermida de S. João e a de S. Lourenço, cada qual em seu extremo da povoação de Vinhó, e uma capela particular, dedicada a S. João, na quinta deste nome e já inexistente em 1885. Um conjunto de 2/3 Sepulturas - tapada ( 500 mt.). E um Conjunto de 2/3 Sepulturas - Saião / St. António ( 550 mt. ) 

Segue-se para as aldeias medievais de Nespereira também por EM,  para visitar a Casa do Rio, edifício em ruínas, acastelado e, depois de atravessar de novo a EN 17,  a Arcozelo da Serra derivado medieval de «arco» ou um apelativo arcaico (arcozello) significando uma ponte de um só arco, e pequena, de acordo com a passagem de. um ribeiro, junto do qual fica a povoação. Por aqui e encontram mais sepulturas rupestres,  no Castelo - sepultura isolada - 340 mt, Penedo dos Mouros - sepultura isolada - 456 mt. e Risado - conjunto 2/3 sepulturas - 398 mt.  Passa-se para a EN 329 e atravessa-se Ribamondego para chegar à EN 330 e a Vila Franca da Serra, que remonta ao séc. XIII e a D. Dinis. Do velho templo, dedicado a S. Vicente nada resta e a Igreja é do séc. XVIII. Mais uma Sepultura Isolada - Quinta ( 370 mt.) . Em Vila Ruiva, já no concelho de Fornos de Algodres, outra Necrópole Medieval formada por 22 sepulturas escavadas na rocha e porta de ligação ao Circuito VII. Regressa-se pela EM da Mesquitela até encontrar a EN 17 e, seguindo para oeste, Vila Cortêz da Serra. O termo Cortes será um derivado do apelativo «corte», cerca para o gado (pois que os dois lugares da freguesia são Vila Cortês. e Cortes da Estrada). A abundância e a frescura dos pastos vem duma grande ribeira, formada pelas de Melo e de Freixo. Na Guerra Peninsular, o exército francês, de Massena teve um hospital de sangue na Casa dos Sequeiras Cortes Reais, incendiando-a na retirada.. A igreja paroquial (de Santa Maria) é do séc. XVIII. Tem altar-mor com um belo retábulo de talha dourada e torre com quatro sineiras. Novo conjunto de 2/3 Sepulturas na Regada Grande ( 390 mt.). Dali se passa a Figueiró da Serra, com uma velhíssima igreja dedicada a S. João Batista e a capela de Santa Eufémia, que guarda dois painéis atribuídos ao pintor quinhentista Nuno Gonçalves, preciosas Alminhas e uma janela com as marcas dos "cristãos novos", com a mina abandonada de volfrâmio no seu termo, memória viva da II Guerra Mundial. E, num pulo,  a Freixo da Serra, com igreja do séc. XVIII mas elementos mais antigos, como a Senhora do Ó, exibição da fecundidade da Mãe, cruzeiro e alminhas, que o Concílio de Trento proibiu, e um panorama soberbo de onde se avista o caramulo e os confins da Serra da Lapa,  para seguimos em direcção a Melo.
É povoação muito antiga, que já existia no começo da monarquia e tinha no séc. XIII o titulo de vila. D. Manuel concedeu-lhe foral em1515. D. Afonso III concedeu-a, com outras, a Mem Soares, cavaleiro, que edificou na povoação um enorme solar de que restam as ruínas, o chamado Paço. Uma religiosa do convento de Chelas, D. Maria Borges Teixeira, fundou, junto à vila, um convento, que se instalou, de início, na ermida de N. S. do Couto, 1540, em Nabainhos. Em 1554 deixaram a regra de Santo Agostinho e passaram para a de S. Francisco. Na povoação visitam-se ainda o antigo edifício da Câmara, a capela de Santa Marta e o pelourinho, todos classificados como monumentos nacionais. O Paço de Melo foi residência senhorial dos fundadores de Melo, séculos XIII/XIV, aquando do regresso do 1.º Senhor de Melo de Jerusalém. No século XIX durante as invasões de Portugal pelas tropas de Napoleão, serviu de refúgio e residência ao Bispo da Guarda. Apesar do estado de ruínas em que se encontra mantém a sua nobreza, é uma construção em L em torno de um pátio muralhado do qual sai a escadaria de acesso ao andar nobre e à antiga capela da casa de Nossa Senhora da Paz da qual apenas resta a cruz. Na muralha do pátio está inserida uma pequena ermida sob a invocação do Senhor do Calvário ao qual se realizam as maiores festas e solenidades da freguesia.A Casa da Antiga Câmara e mais tarde a prisão mantém o brasão das armas de Melo talhado em pedra. O Pelourinho é talhado no granito e tem uma cruz de ferro no cimo, data do século XVI .Melo é a terra Natal de Vergílio Ferreira, escritor de filosofia existencialista. De Melo segue-se pela N 338-1 até Nabais e daqui, pela N 330 para São Paio. A freguesia remonta ao séc. XIII e nela se pode encontrar uma Ponte Romana. Gouveia é logo a seguir.

A Rota do escritor Virgílio Ferreira, é uma alternativa para os que pretendem conhecer os percursos, sítios e paisagens, que envolvem a sua obra. De Gouveia se pode seguir directamente para Melo, atravessando Nabais e o ambiente de infância retratado em Manhã Submersa, e daqui para Nabainhos, Figueiró da Serra, Freixo da Serra, Folgozinho e de novo Melo, lugar de referências múltiplas: Aparição (Quinta do Ximenes), Cântico Final (Capela de Nossa Senhora da Noite) , Alegria Breve (Capela da Misericórdia), Signo Sinal (a Capela do Senhor do Calvário), entre outros romances, e regressar à cidade.

 O Vale do Mondego na Guarda e em Celorico da Beira

Percurso recomendado: Fernão Joanes (EM até à N18-1)- Ponto de encontro das 3 bacias hidrográficas, Douro, Tejo e Mondego-Vale de Estrela-Guarda-(N16 e N338)-Maçainhas (EM)-Caldeirão-Vila Soeiro-Mizarela- Aldeia Viçosa- Lajeosa do Mondego (N16)- Celorico da Beira

Ver Roteiro da Serra da Estrela, Cicuito V.

O Vale do Mondego em Oliveira do Hospital

Percurso recomendado:  O. Hospital - Travanca de Lagos - Lagares da Beira - Ervedal da Beira - Vila Franca da Beira - Seixo da Beira - Meruge - O. Do Hospital

A zona Norte do Concelho conduz-nos aos templos funerários do Neolítico e à ruralidade da Beira Interior, agora no troço médio do Vale do Mondego.

De Oliveira do Hospital segue-se para Travanca de Lagos, povoação que remonta ao ano de 969 e recebeu foral manuelino em 1514. A Igreja Paroquial, orago S. Pedro, é de origem pré-romântica, talvez do século XII. O exterior tem a severidade do século XVIII, presumindo-se serem os pilares da nave e uma capela do flanco do século XIV. No largo da Fonte da Igreja sepulturas cavadas na rocha. Casas senhoriais casas e de arquitectura vernácula, séculos XVI e XVII. e o Museu Etnográfico da  Junta de Freguesia, valorizam o conjunto urbano. Notável o Altar rupestre ou penedo sacralizado, de cronologia desconhecida, na Quinta dos Búzios. O penedo está dividido ao meio devido à erosão, que o fendeu e no topo existem várias "covinhas ". E pode-se ainda dar um salto a Andorinha, para visitar a Ponte das Roçadas, sobre o Rio Cobral, construção atribuída aos Romanos.

Voltando a Travanca, segue-se para Ervedal da Beira pela ER 230, rica em achados arqueológicos, que recebeu foral de D. Sancho I e foral novo de D. Manuel. Situado junto à Póvoa de S. Cosme na margem esquerda do Rio Mondego e com relevância e importância histórica e arqueológica está o «Monte do Crasto» ou «Castro do Vieiro», cuja origem se situa entre o período Neolítico e a Idade Média de construção grosseira mas sólida, constituída pelo topo aplanado de um cabeço formado por um afloramento de quartzo branco e rosa. Estão visíveis restos de duas linhas de muralhas, muros de pouca espessura, sendo o recinto do castro de forma oval. Ervedal da Beira, merece visita mais prolongada: A Igreja Paroquial seiscentista, dedicada a Santo André, foi inteiramente reconstruída no século XIX. No recinto exterior e no Olival dos Pobres, existem sepulturas cavadas na rocha, cuja cronologia varia entre o século VII e o século XIV. No seu centro histórico casas rurais seiscentistas e o Solar dos Viscondes do Ervedal, século XV, encomendado por Diogo Braz Pinto, actualmente uma unidade de turismo de habitação. O Solar conserva a primitiva torre medieval e o edifício gótico-manuelino A Penha do Vieiro é o miradouro natural desta paisagem. Trata-se de um afloramento de pedras de quartzo a 344 m de altitude, que com a erosão dos tempos formou uma espécie de galeria natural conhecida pela Sala do Bufo e que proporciona uma vista panorâmica sobre o Vale do Mondego, avistando-se, ao fundo, o ziguezaguear do Rio. Muito perto do Ervedal, merece visita a etnografia de Fiais da Beira, com 75 construções de pedra solta cobertas com telha de canudo e implantadas em maciço granítico, monumentais Palheiras ou Lages. À beira de um caminho rural, a Anta da Cavada.

De Ervedal se parte, já pela ER 231-2, para Vila Franca da Beira, antiga povoação doada por D.ª Dulce, mulher de D. Sancho I, juntamente com o Ervedal, à Albergaria de Poiares. Possui a Capela de Santa Margarida, novecentista e uma singular construção escolar, a Escola Primária de Vila Franca da Beira.

Continuando na EN 231-2 vai-se em direcção a Seixo da Beira, que pertenceu à Ordem de Avis e recebeu foral de D. Manuel. Mas no caminho, perto de Aldeia Formosa e seguindo pela estrada de terra batida de Vale Verde, a 10 m da berma, encontra-se a Mamoa megalítica,  virada a nascente e com câmara e corredor em razoável estado de conservação. Altares rupestres, de cronologia desconhecida, encontram-se na Boiça a 1,5 Km de Aldeia Formosa, nas Tapadinhas também perto de Aldeia Formosa e a 1km da mesma localidade o altar rupestre ou penedo sacralizado de Vale de Fiães.
Antes do Seixo da Beira, voltando à direita para a EM 507-1 visita-se a Anta da Arcaínha, no Carvalhal, a 500m da estrada, também conhecida como Casa da Moura, que o lendário popular associa a um tesouro de cabras e vitelos de ouro.

No Seixo da Beira a Igreja Paroquial de S. Pedro da Vincula, edifício de granito, do século XVI e o Pelourinho do século XVI, manuelino de transição, do tipo "bloco primático". Possui o Parque Merendeiro de Nossa Senhora da Estrela, zona de lazer arborizada e infra-estruturada. Lagares da Beira recebeu foral de D. Manuel I, com  Igreja Paroquial, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, do século XIX, belas casas de granito do século XVII, final do século XVIII e da primeira metade do século XIX. Num notável edifício que era a antiga Escola Primária, funciona agora uma Biblioteca/ludoteca. Na Vila destacam-se também pela sua rara imponência e beleza, a Fonte da Igreja, século XIX, com ornatos simples do século XVII; a Fonte de S. João, de 1905, fonte de linhas harmoniosas e sóbrias; a Fonte da Feira, de 1928; a Fonte do Sardão; a Fonte do Rossio, de 1950 e a Fonte do Copinho.

Já depois do Seixo da Beira, na estrada que liga a Seia, encontra-se, a 850m da Sobreda a Anta da Sobreda ou «Curral dos Mouros» que a crença popular identifica antiga casa dos Mouros

A partir daquela localidade e tomando de novo a ER 230, chega-se a Lagares da Beira. Na freguesia vizinha de Meruge, os vestígios de origem romana, encontrados junto à capela de S. Bartolomeu ( a 1,5 Klm), testemunham a antiga origem. A Estação Arqueológica de S. Bartolomeu é a ais notável da zona e composta por sepulturas antropomórficas, escadarias e lagareta escavadas na rocha, que justificam bem uma visita demorada ao local (junto à capela). Conserva a povoação a Laje Grande ou Penedo da Saudade, afloramento granítico de grandes proporções bem no centro da povoação, onde antigamente se malhava o milho. A Igreja Paroquial, orago S. Miguel, foi reformada no século XVIII, mostra ainda restos da estrutura primitiva, como o arco manuelino da capela fúnebre foi implantada a cerca de 1.500 metros de Meruge, frente à povoação de Nogueirinha. Destaque também para o Solar da família Couceiro da Costa, do século XIX e a Casa do Bóco, de fins do século XVIII, uma sólida construção granítica, hoje uma unidade de turismo em espaço rural.

Seguindo a EM 503 chega-se a Lagos da Beira, cuja antiguidade, remonta a 2.000 a.C.

Surge já nas Inquirições de D. Afonso III, com a designação de S. João de Lagos e recebeu foral de D. Manuel I. A Igreja Paroquial, dedicada S. João Baptista, é uma reforma do século XIX. Do templo manuelino restam apenas as portas laterais. Junto à Igreja situa-se a Casa da Família Amaral Cabral, século XIX e a antiga sede do tribunal, que conserva com o escudo nacional. Possui sepulturas escavadas em afloramentos graníticos, presumivelmente do século IX/X. Duas encontram-se em Formigas, quatro em Lagos da Beira e duas nas imediações da Mata das Forcas. Foram também encontrados vestígios de uma «aldeia neolítica» - conjunto de sete abrigos de diferentes dimensões - cavados verticalmente em duas aflorações rochosas, em forma de cogumelo.

Vira-se então para a Lageosa, onde o destaque vai para uma casa do século XVIII, pertencente à obra de D. Josefina da Fonseca, as inscrições da Ordem dos Hospitalários, atribuídos a meados do século XVIII, no lugar do Boco. A modesta Igreja Matriz é dos princípios do século XVIII. Ainda no mesmo lugar do Boco pode encontrar-se também um santuário rupestre proto-histórico. Regresso a Oliveira do Hospital pela ER 230.

 

 

 

 

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